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quinta-feira, 24 de maio de 2012

O (triste) dia em que a amamentação chegou ao fim

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Há vários dias, quando penso em escrever algum post para o blog (e isso acontece várias vezes por dia) uma frase sempre martela na minha cabeça: "a gente faz o que pode".

Fiquei me perguntando o porquê disso, por que meu cérebro – ou meu inconsciente – queria me dizer isso.
Daí que comecei a pensar em como escrever sobre uma coisa que já me tirou o sono e que ainda me deixa um pouco chateada e essa frase “a gente faz o que pode” passou a fazer bastante sentido: o fim da amamentação.

Há cerca de dois meses, quando a Clara começou a se alimentar de outras coisas além do leite (até então revezávamos o LM com o LA, quando eu não estava em casa) eu parei de amamentar no meu horário de almoço. Isso significou uma redução ainda maior das mamadas, eu dava o peito apenas de manhã e a noite, antes dela dormir.

Foi aí que, para minha tristeza, minha produção de leite começou a diminuir a cada dia, até que chegou o momento em que percebi que o que eu tinha a oferecer não era mais suficiente pra necessidade dela. Ela mamava no peito e, meia hora depois, reclamava de fome.

A Clara passou a acordar de madrugada querendo mamar, coisa que ela não faz, e isso me deixava extremamente cansada, já que acordo cedo e trabalho o dia todo. Pra tentar reestabelecer a rotina do sono dela, comecei a dar mamadeira a noite. E funcionou, ela voltou a dormir a noite inteira.

Foram alguns dias amamentando apenas de manhã, até que eu me dei por vencida: não dava mais pra amamentar. Os dias foram se passando e, pra minha surpresa, meu peito nunca mais ficou cheio novamente (ainda achava que depois de uns 3 ou 4 dias, no máximo, teria que tirar com a bombinha).

Ontem fez duas semanas desde que amamentei pela última vez. E confesso que esse momento, que eu sempre curti tanto, me faz falta. Faz muito mais falta pra mim, afetivamente, do que pra ela, aliás, pois, felizmente, ela não demonstrou nenhum incômodo por ter parado de mamar no peito.

Pra mim, amamentar foi uma das experiências mais fantásticas que a maternidade me apresentou. É realmente, como muitas mães descrevem, um momento só nosso e de nossas crias. Mais do que alimentar fisicamente, é trocar carinho, contemplar a maravilha da vida, curtir mesmo esse período tão mágico. Mas sei que isso pode - e será - feito de outras maneiras a partir de agora. Maneiras não menos felizes e recompensadoras.

Às vezes fico pensando se não deveria ter persistido mais. Se, como diz o ditado, não era melhor continuar a pingar do que secar. Mas estou me conformando de que foi um processo natural e que eu fui até onde foi possível, que eu fiz mesmo o que eu pude.

Graças a Deus, minha filha é extremamente saudável, se alimenta muito bem, gosta de tudo o que experimentou até agora e se adaptou super bem ao leite artificial e à mamadeira. E, pra mim, isso é o bastante pra me fazer feliz, ainda que o pensamento “poderia ter feito melhor” insista em surgir de vez em quando.


domingo, 18 de março de 2012

[Testando] Mamadeiras

4 comentários
Tinha prometido um post sobre as mamadeiras que testei quando relatei aqui meu pequeno drama para voltar ao trabalho após a licença maternidade.

Pois bem, demorou mas eu consegui..rs

NUK


A primeira que testamos foi a Nuk Decorada, com bico de silicone ortodôntico. Ganhei duas, uma maior e uma menor, no meu chá de bebê, e quando fui tentar dar mamadeira pela primeira vez pra Clara, escolhi essa.
O bico nº 1 é bem pequenininho, ótimo para mamães que querem continuar amamentando no peito - como é o meu caso. Só que no nosso caso, o problema foi o bico ortodôntico. Quando a Clara era pequeninha começamos a dar uma chupeta de bico normal pra ela, e agora ela não quer saber de outro. Tanto que quando começamos a oferecer apenas a chupeta com bico ortodôntico pra ela, ela simplesmente parou de chupar (e começou a chupar o dedo). Então ela não quis saber de mamar esta. Mas para bebês que já estão acostumados com o bico ortodôntico, acredito que vão se adaptar mais fácil a esta mamadeira.

LILLO


Diante da recusa da Clara, fui atrás de uma mamadeira com bico de látex, pois tinha lido que alguns bebês preferiam este no início. Comprei a Lillo Super Divertida. Ela tem a boca bem larga e bico fisiológico, o que imita mais o seio e pode ser uma boa.
O problema é que o furo do bico é muito grande (procurei saber e esse era o menor que tinha mesmo), o leite fica saindo continuamente, o que não é nada bom tanto pro bebê, que chega a se afogar com tanto líquido, quanto para a mamãe, já que muita facilidade em sugar o leite na mamadeira pode fazer o bebê largar o peito. Então deixei ela de lado também. Até tentei usá-la agora que começamos a dar suco pra Clara, mas ela também não quis.

TOMMEE TIPPEE


Finalmente, um dia antes de eu voltar a trabalhar, chegou minha encomenda da Inglaterra: as mamadeiras Tommee Tippee Closer to Nature.
Procurando na internet sobre mamadeiras que imitam a sucção do peito, encontrei mamães falando sobre esta marca e esta linha Closer to Nature, em particular. Vi revews no Youtube, procurei no Ebay e resolvi arriscar. Foi uma ótima escolha! Nas primeiras tentativas, a Clara pareceu não gostar muito. Mas a gente insistiu mais um pouquinho e logo ela se acostumou. De fato, o bico tem uma aparência parecida com a do peito, é redondinho e não ortodôntico, bem molinho e maleável. O de fluxo lento tem um furo bem pequeno, perfeito pra intercalar com a amamentação. E assim estamos indo até agora. Graças a Deus ela não parou de mamar no peito e eu pretendo que vá assim até por pelo menos mais 6 meses.

Sobre esta mamadeira, comprei duas de 260ml e um outro kit que vem com a bombinha manual, que por sinal também é excelente, duas mamadeiras de 150ml e várias outras coisinhas.Quem se interessar, pode visitar a loja deste vendedor no Ebay. Eu paguei no Kit cerca de R$130,00, já com o frete. Pra mim foi um ótimo investimento e eu super recomendo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Volta ao trabalho e a luta com a mamadeira

2 comentários


Na última quarta-feira eu vivi a tão temida volta ao trabalho depois de 4 meses e pouquinho de licença maternidade + férias. Estava bem apreensiva, confesso. Primeiro porque nas últimas semanas estava quebrando a cabeça para decidir o que faria com a Clara quando precisasse voltar, se deixaria em um berçário ou contrataria uma babá.

Como o Junior (o namorido) vai passar a semana toda fora trabalhando e eu, por medo, não dirijo (pretendo ainda resolver isso), achei melhor deixá-la em casa com alguém , pois se tivesse que levá-la e buscá-la todo dia ficaria bem difícil essa logística. Aí entra a difícil missão de encontrar alguém de muita confiança pra ficar com o seu bem mais precioso sozinho em casa o dia todo. Eu não queria ter de recorrer a agências de babás, procurava alguém que fosse indicado por pessoas que eu conheço. Depois de procurar e perguntar para muita gente, minha sogra felizmente encontrou a Rose, que cuidou das minhas sobrinhas (gêmeas) durante dois anos em São Paulo e que estava saindo do emprego, onde ficou durante 5 anos. Pronto, com alguém de confiança, com ótimas referências e bastante experiência com crianças, pude, finalmente, ficar mais tranquila.

Surgia então a minha segunda preocupação: a amamentação, pois pretendo continuar amamentando e dando mamadeira quando não estiver em casa. Há alguns dias, vinha tentando fazer a Clara se acostumar à mamadeira, mas estava sendo um verdadeiro drama. Nas três primeiras tentativas, uma com leite materno e outras duas com leite artificial, ela não quis nem saber. Chorou, empurrou o bico da mamadeira, cuspiu todo o leite e não mamou nada. No domingo passado, minha cunhada estava aqui e tentou dar a mamadeira pra ela, com ela meio dormindo. E ela pegou! Fiquei super feliz, né, achando que meu problema estaria resolvido. Doce ilusão. No dia seguinte, quando pedi pro Jr tentar (porque li que talvez quando é a mãe a dar, eles sentem nosso cheiro e aí querem mamar no peito), adivinhem? Nada feito de novo.

Tentei várias mamadeiras e bicos (aliás, isso vale um post à parte, que escreverei depois), mas descobri que ela só pega mesmo quando quer, o que acabou acontecendo mais uma vez antes de quarta-feira, quando eu voltei ao trabalho. Como nas primeiras duas semanas quem vai ficar com ela em casa é o Jr (enquanto a Rose cumpre aviso prévio na outra casa), coube a ele a missão de alimentar a Clarinha durante a manhã e no meio da tarde, já que eu volto pra casa na hora do almoço pra amamentar.

No primeiro dia, ela não quis saber da mamadeira mas, surpreendentemente, ficou super tranquila, não chorou de fome nem nada. Ainda assim, fiquei preocupada, porque acho que é muito tempo para ela ficar sem mamar. No segundo dia, ela também não mamou na parte da manhã. Aí quando chegou a tarde, ela começou a ficar irritada, se recusou a mamar e o caos foi total! O Junior me liga no meio da tarde dizendo que não sabia mais o que fazer pra ela pegar a mamadeira e parar de chorar. Nessas horas você percebe que ninguém, nem mesmo o pai, tem o mesmo tato e a mesma paciência para lidar com um bebê do que a mamãe.

Enfim, pedi pra ele dar um banho nela e continuar tentando. Depois de fazer isso - e dela chorar bastante - finalmente aceitou a mamadeira, para o alívio de todos. No terceiro dia, tudo foi mais tranquilo, ela dormiu quase a manhã toda e na parte da tarde, segundo o papai-babá, pegou a mamadeira "de boa". Espero que de agora em diante ela se acostume mais com a ideia da mamadeira e que não dê muito trabalho.

Em meio a tudo isso, e apesar de tudo isso, minha volta ao trabalho foi mais tranquila e menos sofrida do que eu estava imaginando. Enquanto estava na agência tentei não pensar muito no que estava se passando em casa e até que consegui. Tenho certeza que o fato de saber que ela estava em casa, com o pai, me ajudou muito neste recomeço, mas creio que logo logo vou estar achando tudo normal e vou conseguir cumprir a "dupla jornada", de mãe e profissional, numa boa. Até porque acredito muito que isso fará bem pra mim e pra Clara. Quando resolvi voltar a trabalhar, foi pensando no futuro dela também e acho que será uma decisão acertada.

É o que veremos!
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