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terça-feira, 8 de maio de 2012

Bebê-cobaia: como alimentar o filho dos outros

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Falei aqui uns dias atrás sobre as pessoas que gostam de palpitar sobre o que julgam ser a maneira certa de criar nossos filhos. O assunto repercutiu, teve gente que se identificou com os dois personagens: a mãe e o “conselheiro”.

Pois bem, mas existe uma outra situação, ainda mais evidente e comum, pelo menos no meu caso, que é quando a pessoa simplesmente passa pela fase do palpite e vai direto à ação!

No meu curso intensivo de maternidade nos últimos 7 meses e meio percebi que não há nada mais irresistível do que testar as capacidades e reações de um bebê. Todo mundo está o tempo todo querendo saber como ele vai se comportar em determinada situação, como vai reagir a determinada novidade e, especialmente, qual carinhafofaeengraçada ele vai fazer quando você enfiar um limão azedo ou um palitinho salgado na boca dele.

São os bebês-cobaia! Uma espécie muito comum, eu acredito. Na minha última estadia em Jales, a Clara experimentou algumas “novidades”, sem o consentimento da  mamãe aqui, diga-se de passagem.
Minha vó, super carinhosa e louca com a surpresa que fizemos chegando com a Clara lá em Jales sem avisar ninguém, tratou de fazer um pãozinho em miniatura pra ela. Daí que fomos tomar café da tarde lá, aquela confusão de tios, primos e crianças botando os assuntos em dia e quando olho: a Clara, no colo de alguém, lambendo seu pãozinho com uma cara meio feliz, meio desconfiada, meio vesga tentando ver o objeto que ela colocara na boca.

Ok, até aí tudo mais ou menos bem. Só que o primo, não contente, resolve oferecer um pão COM MARGARINA! E ela, claro não recusou. Deu uma lambida, ficou alguns segundos tentando descobrir o gosto daquela meleca gordurosa e já abriu a boca de novo, esperando por mais.

E a mamãe, que não é neurótica mas também não quer que a filha de apenas 7 meses fique comendo coisas industrializadas e nada saudáveis por enquanto, tratou de salvá-la dessa experiência-científica-não-autorizada.

No outro dia, em casa com a vovó e o vovô, foi a vez da cobaia Clara experimentar um palitinho de massa de pão empanado com sal e mais algum tempero que eu não sei qual é, porque não experimentei. Segundo relatos da minha mãe, que muito espertamente esperou eu sair de perto para oferecer o “petisco” pra ela, a Clara chupou, fez careta (também, seu paladar mal conhece a palavra “sal”), deu risada, tentou morder e conseguiu arrancar um pedacinho do palito, para o desespero da minha mãe, que tem medo mas não tem vergonha, né? E é claro que eu só fiquei sabendo disso bem depois do ocorrido, pra não dar bronca em ninguém.

Também já teve dedo melecado com sorvete, com chocolate derretido e outras coisas que eu nem quero imaginar, indo parar na boca do bebê-cobaia. Fazer experiência com crianças indefesas deve ser algo muito divertido mesmo. Se a criança em questão for o filho dos outros então, melhor ainda! A gente se diverte, a criança quase sempre e, se alguma coisa sair errado depois, deixa pra lá, quem vai cuidar são os pais mesmo. Azar o deles!

Tá bom, como eu já disse eu não sou do tipo neurótica ao extremo, também já passei da fase de me preocupar demais com germes, bactérias e outras bichinhos chatos mas inevitáveis do tipo. Também acho importante que minha filha tenha novas experiências e experimente coisas diferentes para, no futuro, não ter restrições com comida. É preciso deixar claro ainda que tenho certeza absoluta que as pessoas não fazer por mal, até porque na maioria das vezes são as mais próximas e mais queridas que fazem essas experiências alimentícias com a Clarinha.

Mas vamos combinar que tudo tem seu tempo e que ta cheio de coisas mais saudáveis por aí pra ela experimentar e se deliciar, antes de conhecer as tentações do mundo do açúcar, da farinha branca, do sal e das bobagens todas feitas com eles. E enquanto eu puder manter isso longe dela no dia-a-dia eu o farei, sem peso na consciência.


PS: Sobre o limão azedo citado lá em cima, essa experiência foi promovida pela mamãe mesmo, que não resistiu à ideia de ver a filha experimentando a fruta rainha das caras feias e engraçadas. Pra constar, ela fez careta mas quis mais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Clara 3 X 0 Mamãe

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Clara pegou gosto pela banana amassadinho e pelo suco de laranja lima. E não parou por aí. Agora também come pera e mamão! Com a pera ela se deu bem logo de cara, comeu uma inteirinha na primeira vez e ainda ficou pedindo mais. Com o mamão ela fez um pouco de careta, depois ficou brincando de cuspir dando risada, mas por fim acabou comendo quase metade de um papaia.

Resumindo: no jogo das frutinhas, a Clara já está goleando a mamãe aqui por 3 a 0. Todos comemora!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Pediatra - 5º Mês

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Ontem foi dia da Clara visitar sua pediatra, Dra. Sueli Delatre. Na verdade era pra termos a levado antes, logo que ela completou 5 meses (dia 19), mas acabamos enrolando pra marcar e só conseguimos horário pra ontem. Abaixo, listei alguns dos principais assuntos que nós conversamos:

Crescimento
A Clara engordou bastantinho este mês, talvez por conta da fórmula que ela começou a tomar pra complementar nos horários que eu estou no trabalho.Ganhou 750g, está com 6.750g e 64cm. Conforme a curva de crescimento (e conforme a médica, principalmente), está tudo ok, ela está um pouquinho acima da média.

Alimentação
Agora que a Clara está prestes a completar 6 meses, chegou a hora de começar a oferecer outros alimentos além do leite.Pra começar, ela indicou sucos, principalmente de laranja-lima, pra dar entre as mamadas a partir da semana que vem. Depois, vem as frutinhas: banana maçã, mamão, maçã. Tudo amassadinho ou raspadinho. E aí, depois que ela completar os 6 meses, vamos começar com as papinhas salgadas. Como o assunto rende bastante, vou fazer um post à parte com uma receitinha básica e as dicas pra preparar conforme a pediatra passou.

Dedo-esquerdo-delícia
Já comentei algumas vezes aqui sobre o costume da Clara de chupar o dedão, especialmente o da mão esquerda.Pois bem, falando com a Dra. Sueli, o alerta foi expresso: acabar com isso agora mesmo! Eu já sabia que não era um hábito nada bom, mas segundo ela é PÉSSIMO! Bem pior que a chupeta, tanto que ela pediu pra trocar o dedo pela chupeta toda vez que ela for tentar chupar. Missão nada fácil né. A outra opção é usar luva (com esse calor!) ou ainda amarrar o dedo e a mão com fita ou esparadrapo.

Já tentamos a luva, a primeira reação foi até engraçada. Ela olhava pra mão, olhava pra gente, tentava colocar o dedo na boca e estranhava aquele "gosto". Mas ela não gostou nada nada. Começou a ficar irritada e, na hora de dormir, não teve jeito: tivemos que tirar a luva, ou então ela não iria conseguir dormir (nem nós). Hoje ela já quase não usou a luva, estamos tentando a técnica de substituir o dedo pela chupeta, mas ta bem difícil. Primeiro porque ela não gosta de chupeta - especialmente a de bico ortodôntico, que nunca pegou direito, e depois porque a chupeta cai da boca e aí, na nossa distração, lá se vai o dedo-esquerdo-delícia pra boca em questão de segundos. Enfim, vai ser uma tarefa bem difícil. Mas se é pro bem dela, precisamos ser firmes (e insistentes).

Intestino preso
Já há algumas semanas a Clara anda ficando vários dias, às vezes até 5, sem fazer cocô. Na consulta passada, a pediatra já havia dito que bebê que mama exclusivamente no peito pode ficar até 1 semana sem fazer cocô e que isso é tão normal como fazer cocô 10 vezes no dia. Minha preocupação aumentou este mês porque passamos a dar a fórmula (Similac, que ela tinha dito que era o melhor pra soltar o intestino), e ela continuou não fazendo todo dia, embora nunca fosse um cocô ressacado. Bom, a médica me tranquilizou e disse que não há motivo pra se preocupar, pois esta marca de leite é muito parecida com o leite materno e por isso a Clara consegue absorver bastante, não "sobrando" quase nada pra ser eliminado. Desde que o coô não esteja duro, está tudo bem. Menos mau.


Resumindo, a consulta foi bastante esclarecedora e eu fiquei feliz que está tudo muito bem com nossa Clarinha. Mês que vem tem mais.
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